Um clima de
tensão tomou conta dos três poderes do país. No Legislativo, dezenas de
manifestantes invadiram o plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, nessa quarta-feira
(16), com palavras de ordem pedindo a volta dos militares. Enquanto isso, no Rio
de Janeiro, servidores protestavam contra as medidas polêmicas de austeridade
do governo estadual.
Enquanto isso,
no Supremo Tribunal Federal (STF), os ministros Gilmar Mendes e Ricardo
Lewandowski, batiam boca durante sessão da Corte. Lewandowski afirmou que
Mendes já havia votado em um processo sobre contribuição previdenciária que
estava em julgamento e disse que o pedido de vista era “um pouco inusitado”.
Durante a discussão,
Mendes citou a condução do processo de impeachment da ex-presidente Dilma
Rousseff, presidido no Senado por Lewandowski. Ao final, Lewandowski acusou Mendes
de falta de “decoro”.
O clima instável no Legislativo e no Judiciário acabou
gerando preocupação no Palácio do Planalto, que teme o aumento dos protestos até
fim do ano. A ordem, agora, é monitorar esses movimentos. A equipe do
presidente Michel Temer (PMDB) vai trabalhar para identificar a organização do
protesto em Brasília.
O Governo Federal
também vai tentar “aliviar” o caixa do Rio de Janeiro para tentar apaziguar os
ânimos de servidores do Estado governado pelo correligionário Luiz Fernando
Pezão (PMDB).
Na bancada cearense, os deputados José Guimarães (PT) e Danilo Forte (PSB), criticaram a invasão
da Câmara. Para Guimarães, “o fascismo quer voltar a fazer história no Brasil”. Segundo ele, a manifestação agrediu não só o parlamento, mas a democracia brasileira.
O deputado Danilo
Forte disse que “ninguém pode confundir democracia com anarquia”. Para ele, não
se pode misturar proposta política com vandalismo e nem pode querer uma
democracia plena com atitudes fascistas.

