Os policiais reivindicam reestruturação salarial com adequação para profissionais de ensino superior.
O
presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Ceará
(Sinpol-CE), Gustavo Simplicio, disse que a reunião “foi difícil” e o
Governo “não apresentou contraproposta, apenas o calendário”. O decreto
segue até o dia 5 de dezembro, quando as negociações devem ser
finalizadas, conforme ata assinada na reunião, explicou Simplicio.
Durante este período, a categoria deve realizar manifestações,
carreatas, visitas à delegacias e panfletagem. De acordo com o
presidente do Sindicato, o objetivo é “mostrar à sociedade a importância
da Polícia Civil”.
Não
haverá paralisação até que o prazo de negociação seja atingido. Após o
dia 5, caso o Estado não tenha apresentado valor específico, a greve
será decretada. “Nós vamos à guerra”, declarou o presidente.
Evasão
O
sindicato reclama que se não houver reajuste salarial, haverá mais
evasão, já que os profissionais estão migrando para outros Estados, como
o Piauí, por exemplo.
Ana
Paula Cavalcante, vice-presidente do Sinpol-CE, afirma que dos 1.480
inspetores aprovados em concurso, em 2012, apenas 650 continuam atuando
no Ceará. Os números apresentam evasão de mais de 50% em dois anos.
Hoje,
segundo o Sinpol-CE, cerca de 2.400 policiais civis atuam no Estado. Em
junho de 2014, eram 2.566 profissionais atuantes. Fonte: O Povo
