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| A Estação possui completa infraestrutura para receber pesquisadores. FOTO: Amaury Alencar |
Aiuaba.
A falta de condições de funcionamento da Estação Ecológica de Aiuba, na
região dos Inhamuns, vem se agravando nos últimos dois anos e a
escassez de recursos para custeio poderá levar ao fechamento da unidade
de Conservação (UC), que tem como objetivo preservar o bioma Caatinga,
numa área superior a 11 mil hectares. Sem fiscalização, invasores fazem
caça predatória, retiram madeira e afastam pesquisadores.
De
acordo com técnico administrativo, Honório Miguel Arrais, responsável
pela Estação, a situação é crítica. Há três anos, ele assumiu a direção
da UC e, nesse período, o Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio) não repassou nenhum recurso. "Recebíamos uma
cota mensal de R$ 500 para combustível dos carros de fiscalização, mas
que foi reduzida para R$ 200.
Faltam
recursos até mesmo para a compra de material de limpeza, de expediente e
para lavar as roupas de cama e banho dos alojamentos que são usados por
professores e alunos pesquisadores. "Essas despesas são custeadas pelo
meu próprio bolso", diz Arrais. A unidade recebe constantemente
pesquisadores de universidades do Brasil e do exterior que ocupam os
alojamentos. Atualmente, há 25 pesquisas em curso.
A
Estação possui boa infraestrutura, com três casas funcionais, quatro
alojamentos, cozinha, refeitório, auditório, escritórios, biblioteca,
laboratório, banheiros e garagem. Dispõe, ainda, de duas bases de apoio,
nos sítios Gameleira e Cajueiro, mas que estão abandonadas. A falta de
recursos, entretanto, tem impossibilitado o desenvolvimento das
atividades.
A ambientalista Benilda Calixto considera a unidade como um dos maiores patrimônios ambientais do Nordeste.

