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| Obras de transposição chegam a 15 anos de atraso |
Já são 15 anos de atraso. E a expectativa é de, pelo menos, mais dois
anos na espera para que, quem depende da água para produzir, tenha o Rio
São Francisco banhando e irrigando o caminho por onde deverá passar. Os
Estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte vivem essa
expectativa desde 2007, quando as obras foram iniciadas.
O projeto de transposição do "Velho Chico", estimado em R$ 4,5 bilhões,
está orçado em R$ 8,2 bilhões com base na planilha orçamentária vigente.
Do valor, já foram investidos R$ 6,9 bilhões até 31 de agosto deste
ano. As obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco fazem parte
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. Os
recursos do projeto são exclusivamente da União. A previsão de entrega
da transposição do Rio, inicialmente, era no ano 2000. Contudo,
começaram a ser entregues apenas em outubro de 2014, com o acionamento
da primeira Estação de Bombeamento do Eixo Leste (EBV-1), no município
de Floresta (PE).
No último dia 21 de agosto, a presidente Dilma Rousseff acionou o motor
da primeira Estação de Bombeamento (EBI-1) do Eixo Norte, em Cabrobó
(PE). Segundo o governo federal, "a obra é construída por etapas e os
cronogramas de execução do empreendimento priorizam a sequência
construtiva do "caminho das águas" do projeto, ou seja, das captações
até os estados que serão beneficiados.
No Ceará, alguns trechos de obras das Metas 1N, 2N e 3N do Projeto de
Integração do Rio São Francisco passam pelos municípios de Penaforte,
Brejo Santo, Jati, Mauriti e Barro. Essas etapas fazem parte do Eixo
Norte, que apresenta 80,1% de execução física. Atualmente, 3.284
trabalhadores atuam nestas obras.

