Professores, acadêmicos de universidades brasileiras divulgaram manifesto em defesa dos direitos humanos para marcar o Dia do Professor, nesta segunda-feira (15). O texto defende o exercício da tolerância no contexto das eleições 2018, e alerta para escalada de manifestações de ódio. "Nossa sociedade, mergulhada em uma profunda indignação, mostra-se aberta às trevas do passado", afirma o documento, amplamente compartilhado pelas redes sociais.
Intitulado Professores Universitários pelos Direitos e pela Tolerância, o manifesto vê com preocupação a preferência de parcela significativa da sociedade pelo candidato da extrema-direita à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL). Ele, que defende abertamente a ditadura civil-militar (1964-1985), bem como suas práticas obscuras, como a tortura de opositores. A escalada do ódio já reverbera nas ruas. Ataques de apoiadores do candidato já ultrapassam os 50, bem como manifestações de homofobia e racismo, até mesmo a defesa aberta do nazismo.
"Estamos diante de uma liderança que busca ocupar o cargo mais alto de nossa República e que vem atingindo cada vez mais pessoas com discursos racistas, separatistas, misóginos e homofóbicos. Discursos de apologia à tortura, à ditadura e à violência contra a mulher, contra militantes contrários e contra minorias refletem a fragilidade dos direitos humanos e de nossa Constituição em seu eventual governo", completa o texto.
Os professores clamam pela defesa da democracia liberal, frente às ameaças terroristas infundadas, pregado por ele e seus seguidores, para angariar votos. "O medo insensato do comunismo forja um cenário em que os oprimidos se tornam os maiores apoiadores dos opressores. Essa tortura psicológica impõe a aceitação da ideia de que a ordem deva ser alcançada a qualquer custos, sem limites."
Movimento não se intimida com decisão precipitada do TST e mantém paralisação de 72 horas. Pesquisa que identificou apoio da população a movimento dos caminhoneiros dá razão aos petroleiros
por Redação RBApublicado 30/05/2018 10h06, última modificação 30/05/2018 13h09
ROBERTO PARIZOTTI/CUT
Faixa na refinaria de Mauá avisa: política de 'Mishell' Temer e Parente faz mal à Petrobrás
São Paulo – A greve nacional dos petroleiros contra a política de preços de derivados da Petrobras começou à zero hora desta quarta-feira (30), em diversas refinarias e terminais do país, além de plataformas da Bacia de Campos. Para a categoria, a decisão do Tribunal Superior do Trabalho, de antecipar a classificação da greve como "abusiva", afronta o direito de greve.
Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Petrobras e o TST não cumprem a Lei de Greve. "A lei estabelece que temos que comunicar com 72 horas o movimento e que o TST tem de ser mediador entre capital e trabalho. Só nós fazemos o papel de babaca mandando o documento para o TST, que nem olha, e nossa greve sempre é considerada abusiva", diz o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel.
Os organizadores do movimento consideram que o alerta de 72 horas deve atrair a atenção e o apoio da população para a causa que está em jogo: conter o processo de privatização da Petrobras. em as refinarias processam 70% de sua capacidade, o Brasil importa derivados e os brasileiros pagam o preço do combustível e do gás de cozinha com base no mercado internacional.
FUP
Rio de Janeiro
Nesta quarta-feira, o instituto Datafolha divulgou pesquisa em que 87% dos brasileiros disseram apoiar as paralisações dos caminhoneiros, 92% acham o pleito justo e 96% acham que o governo demorou para negociar.
A pesquisa foi feita ontem (29) por telefone e poderia, portanto, ter ouvido os entrevistados também sobre o movimento dos petroleiros, perguntando, por exemplo: "Você é a favor da greve contra a política de preços do governo?". Entretanto, as respostas dadas à consulta sobre os caminhoneiros permite deduzir essa opinião: os mesmo 87% que apoiam a categoria discordam que a conta do acordo seja repassada à população.
Efeitos na vida de todos
"O movimentos dos caminhoneiros pautou o preço abusivo do Diesel e estamos pautando a gasolina, o gás de cozinha e todos os demais derivados que afetam a vida dos brasileiros", assinala o secretário-geral da Confederação Nacional dos Químicos (CNQ-CUT), Itamar Sanches.
Itamar, que é também diretor do Sindicato dos Petroleiros Unificados de São Paulo, afirmou de Paulínia, à Rádio Brasil Atual, que a adesão do pessoal da produção da Replan é de 100% e do administrativo, de 70%. "A participação é muito boa."
Além da Replan, os trabalhadores não entraram para trabalhar nas refinarias de Manaus (Reman), Abreu e Lima (Pernambuco), Regap (Minas Gerais), Duque de Caxias (Reduc, no Rio), Capuava (Recap, em Mauá, Grande São Paulo), Araucária (Repar, no Paraná), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX).
"A greve já começou no final do dia de ontem. Isso vale para refinarias e terminais. Nas plataformas de produção os trabalhadores estão entregando a planta de produção para as equipes de contingência da Petrobras", relatou José Maria Rangel, também na Rádio Brasil Atual.
CUT
Refinaria de Abreu e Lima (PE)
A FUP prevê que o movimento se amplie durante o dia, quando estão previstas paralisações nas demais bases do Sistema Petrobras.Também nesta quarta serão realizados atos e manifestações em apoio e em solidariedade à luta dos petroleiros contra a política de preços imposta pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, que provocou uma escalada de aumentos abusivos no gás de cozinha e nos combustíveis. Em São Paulo, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo convocam manifestação na Avenida Paulista, a partir das 18h.
"Nossa greve é contra o processo de privatização da Petrobras que leva nossa refinarias a trabalhar com apenas 70% de sua capacidade, faz com que o Brasil importe derivados de petróleo e faz ainda o brasileiro pagar pelo combustível e gás de cozinha com base no mercado internacional."
Edson Veriato, Saymon Rodrigues e Ailton Leite (da esq. para a dir.). (Foto: Reprodução/ Psol Potengi).
Rompendo a barreira de que somente pessoas ligadas ao empresariado e com apoio midiático e de políticos/as de carreiras concorrem a vagas na Assembleia Legislativa Estadual e na Câmara Federal, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) do município de Potengi, na região do cariri, oficializou no último dia 06 de maio as pré-candidaturas de três filiados aos cargos de Deputado Federal e Deputado Estadual.
O lançamento, segundo informações colhidas junto ao portal do partido local, ocorreu durante reunião do diretório estadual, em Fortaleza. Concorrendo a um assento na Câmara Federal, está o coordenador de associações comunitárias localizadas na Zona Rural de Potengi, blogueiro e radialista Edson Veriato.
Veriato possui um histórico de militância no movimento comunitário por mais de duas décadas sempre cobrando dos órgãos públicos ações para melhorar a vida dos munícipes, organizando as comunidades e viabilizando projetos de desenvolvimento sustentável para o homem do campo e da cidade. Usa do espaço na Rádio Zumbi dos Palmares e cobra recursos para os desportistas, além a construção de espaços para a pratica do esporte. Na área, a principal reivindicação dele é a construção do estádio municipal de futebol.
Para a Assembleia Legislativa do Estado, o Psol oficializou as pré-candidaturas de Ailton Leite e Saymon Rodrigues.
O primeiro é ferreiro de profissão e atua junto as Associações de Moradores das Vilas Marrocos e Fulgêncio, como presidente. Essa mesma função tem na Associação dos Ferreiros, lutando para desenvolver uma das principais atividades econômica do município para geração de emprego e renda, o ferro.
Já Saymon atua como professor de História no município vizinho, Araripe. Ele ainda é membro da Academia Brasileira de Letras/Seccional Araripe, fundador da ONG Participação Cidadã, se engajando na fiscalização e controle fiscal dos gastos público no município e se mobiliza também através movimento comunitário na Associação da comunidade de Baraúnas, zona rural de Potengi.
O PSOL apresenta como pré-candidato ao governo do estado, o ativista e bancário Ailton Lopes e para concorrer ao Palácio do Planalto tem o Coordenador do MTST, Guilherme Boulos (presidência) e a ativista das causas indígenas Sônia Guajajara (vice-presidente).
Na Recap, na Grande São Paulo, a paralisação teve início às 6h, com o corte de rendição do turno
São Paulo – Petroleiros iniciaram a segunda-feira (28) com diversas paralisações e atos nas refinarias da Petrobras pelo Brasil. Eles denunciam os danos causados pela atual politica de preço da estatal, promovida por Pedro Parente e Michel Temer, além de sua privatização. As ações são um "aquecimento" da greve de 72 horas que será feita pela categoria a partir desta quarta-feira (30).
A Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, amanheceu com paralisação. A direção da Federação Única dos Petroleiros (FUP) convocou um ato na entrada do expediente para amanhã (29).
O coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, disse que é preciso aproveitar a greve dos caminhoneiros para denunciar à população a política entreguista de Pedro Parente. "O povo não vai saber que descobrimos 300 milhões de barris de petróleo e que um poço só coloca 40 barris de petróleo. Tudo isso está indo embora. Se a gente não falar para o povo que as plataformas da Petobras estão sendo construídas na China, Estados Unidos e Coreia, gerando emprego lá, enquanto os estaleiros no Rio de Janeiro estão fechados, eles não vão saber", disse.
Simão Zanardi Filho, diretor do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) Caxias, criticou a política de preços do governo. "Com essa política, parece que não tem petróleo do Brasil, como se dependêssemos do mercado externo. Isso é um absurdo. Nós queremos mudar a política do Parente e tirar o processo de privatização da Petrobras. Não queremos aprofundar o golpe. Neste cenário, faremos a greve", declarou.
Outras unidades também tiveram paralisações. Os trabalhadores da Refinaria do Paraná (Repar), em Araucária, de Paulínia (Replan) e Refinaria de Capuava, em São Paulo, a Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, e a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) fizeram atos nesta manhã.
Trabalhadores do Pólo Industrial Guamaré, no Rio Grande do Norte, também pararam pela manhã. Na Refinaria Gabriel Passos (Regap) e da Termelétrica Aureliano Chaves fizeram um grande ato na portaria da refinaria, em Betim-MG. A categoria está realizando paralisações desde a semana passada.
"A atual direção da Petrobrás, ao atrelar o preço dos combustíveis ao barril de petróleo, reduziu a produção das refinarias para 68% de sua capacidade máxima e entregou parte do mercado interno para empresas estrangeiras. Com isso, o Brasil hoje importa cerca de 600 milhões de barris de petróleo refinado por dia a um custo mais alto, enquanto as refinarias da Petrobrás operam com carga baixa”, denuncia o coordenador do Sindipetro-MG, Anselmo Braga.
Em audiência com prefeito, Apeoc reivindica 60% do precatório do Fundef para professores. (Foto/Site Apeoc).
A Câmara Municipal de Araripe sediou no último dia 11 encontro com professores, o presidente estadual do Sindicato APEOC e o prefeito Giovane Guedes (PR) para tratar do rateio dos recursos provenientes do precatório do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).
Segundo informações colhidas junto ao site da Apeoc, a classe por intermédio do sindicato, “apresentou a reivindicação da categoria, decidida na última assembleia, que não abre mão da destinação de 60% do benefício para profissionais do Magistério”. O prefeito, por sua vez, “afirmou que deseja ter segurança jurídica no processo sobre o precatório do Fundef”.
O site Miséria noticiou que o Giovane poderá ser o responsável pela primeira greve na história e que representante dos profissionais do magistério estão organizando uma paralisação para a próxima segunda-feira, 04 de junho.
Os professores de Araripe, intermediado pela Apeoc reivindicam que a divisão de R$ 23,8 milhões do antifo Fundef, enquanto que um projeto de lei apresentado pelo prefeito prevê que os docentes efetivos que estiveram em exercício entre novembro de 1999 e dezembro de 2003 dividam o valor de R$ 2,1 milhões.
Uma nota da Apeoc, conforme apurou o miséria, assegura que caso a posição do prefeito se confirme Araripe poderá ter a primeira greve do corpo docente.
Integrantes do Arraiá do Ribuliço durante ensaio no Ginásio Poliesportivo. (Foto: Reprodução/Facebook).
A 18ª edição do Festival Junino de Altaneira já está com data definida. A informação foi divulgada no programa radiofônico do governo municipal “Nas Mãos do Povo” realizado na tarde do último sábado, 26 e veiculado na Rádio Comunitária Altaneira FM.
Segundo o prefeito Dariomar Rodrigues (PT) que esteve participando do programa comandado pelo animador Carlos Erivelton, do município de Nova Olinda, junto ao Secretário Municipal de Saúde Luan Kaio, o festival se realizará entre os dias 22 e 24 de junho. O gestor afirmou que o festival “é um patrimônio do povo de Altaneira” e fez questão de parabenizar os integrantes do Arraiá do Ribuliço, quadrilha que representará o município nos festivais.
Dariomar lembrou que em virtude da crise financeira os envolvidos no Arraia estão realizando festas para arrecadar recursos como a que vai ocorrer no próximo sábado, 02, para a escolha da “Garota Junina”. “Quem puder participar dessa festa para ajudar o Arraiá do Ribuliço arrecadar para que o governo invista menos os recursos do município porque esse ano e a gente não se cansa de dizer estamos em crise. Não é vergonhoso. O que tem que ser pedido..... vamos economizar. Fazer mais com menos recurso. Isso é que temos que fazer para dar o direito a essas crianças de divertirem”.
Ainda sobre o Arraiá do Ribuliço, Dariomar convidou a população para assistir os ensaios e principalmente a apresentação da quadrilha municipal.
O programa do governo municipal ocorre todos os sábado de 13h00 às 14h00 em espaço cedido pela Rádio Comunitária Altaneira FM.
Tribunal de Justiça do Estado do Ceará considerou a prescrição de um dos crimes e diminuiu a pena dada pela primeira instância
A ex-prefeita havia sido condenada em primeira instância a 19 anos e um mês de pena ( Reprodução/ Facebook )
A atual primeira-dama da cidade de Uruburetama, Graça Paiva, cujo marido gere o Município do Norte do Ceará, a 120 Km de Fortaleza, foi condenada, em segunda instância, a 14 anos e 4 meses de prisão, inicialmente em regime fechado, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE).
Os desembargadores integrantes da 3ª Câmara Criminal do TJCE votaram por unanimidade pela condenação de Graça Paiva, a quem foram imputados os crimes contra a Administração Pública.
"Deverá a acusada cumprir a pena total e definitiva de 14 (quatorze) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, cumulado com o pagamento de 600 (seiscentos) dias-multa", escreveu o desembargador José Tarcílio Souza da Silva, presidente da 3ª Câmara Criminal, em acórdão dos integrantes do Colegiado. A relatoria do recurso foi do desembargador Antônio Pádua Silva.
A defesa da ex-prefeita, exercida pelo criminalista Paulo Quezado, disse que irá recorrer da sentença ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) assim que a decisão for publicada pela Corte do Estado. O advogado questionou ainda a abrangência da pena, considerada por ele como "exacerbada". O criminalista ressaltou que, na sentença, a 3ª Câmara Criminal decidiu que a prisão de Graça Paiva só pode ocorrer após trânsito em julgado, ou seja, quando acabarem todas as instâncias recursais.
As denúncias
As denúncias apuradas pelo extinto Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará (TCM) indicam que Graça Paiva havia deixado de repassar cerca de R$ 300 mil ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), enquanto era prefeita de Uruburetama.
Além disso, ela teria contratado empresas sem licitação 45 vezes, por meio de modalidades na Lei das Licitações que permitem a contratação direta, sem concorrência. As acusações do TCM apontam que os crimes geraram prejuízos de mais de R$ 3 milhões aos cofres do Município. Do montante, mais de R$ 1 milhão foi gasto com combustível e contratos de profissionais de saúde, sem licitação.
A ex-prefeita havia sido condenada em primeira instância a 19 anos e um mês de pena em razão dos três crimes, supracitados, mas apelou ao Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) e conseguiu redução da pena por conta da prescrição do crime contra a Ordem Financeira atribuído a ela.
O marido
Atual prefeito da cidade do Norte do Estado e marido de Graça Paiva, José Hilson Paiva, conhecido como Doutor Hilson foi alvo de denúncias de moradoras de Uruburetama. Três mulheres relataram ter sido abusadas sexualmente por ele, que é médico ginecologista. Em depoimentos a reportagem do Diário do Nordeste, as mulheres pediram Justiça, disseram que estão sofrendo ameaças de morte e pediram que o homem seja punido. A defesa do médico, por sua vez, negou as acusações e disse que está processando quem está por trás das "denúncias caluniosas".
O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), através do promotor de Justiça da Comarca de São Luís do Curu Antônio Forte de Souza Júnior, ajuizou, no dia 28 de maio, uma Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência contra o referido Município, requerendo a determinação para que o Poder Público Municipal proceda à reforma do Hospital Municipal Antônio Ribeiro da Silva. A obra deverá atender às condições de qualidade de funcionamento exigíveis, de modo a observar às medidas contidas nos relatórios de inspeções do Conselho Regional de Medicina (CREMEC), bem como às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Na hipótese de descumprimento ou atraso da efetivação das medidas, o MPCE pediu a imposição de multa pessoal à prefeita.
Ao tomar conhecimento de deficiências no atendimento do hospital advindas dos munícipes, o promotor de Justiça resolveu ser oportuna a Ação Civil Pública, com pedido liminar, com as finalidades de interditar compartimentos em desuso por sujeira ou deterioração; reestabelecer o funcionamento do laboratório de análises clínicas, em caráter de urgência; reformar toda a estrutura do estabelecimento hospitalar que atualmente acarretam riscos aos usuários e profissionais; e incrementar o estabelecimento hospitalar com equipamentos e insumos básicos ao seu funcionamento.
Aos autos, foi juntado Relatório Técnico de Inspeção realizado pela 2ª Coordenadoria Regional de Saúde, dando conta das péssimas condições de higiene, limpeza e funcionamento do estabelecimento hospitalar, após visita ocorrida no dia 19 de abril deste ano. No referido relatório, informa-se que o Hospital, no geral, está em péssimas condições de higiene e limpeza: ausência de controle da água consumida; lixeiras sem tampas; transporte dos resíduos de forma inadequada; lixo hospitalar direcionado ao “lixão”; ausência de extintores; banheiros sem manutenção e higienização; acúmulo de lixo; sem recolhimento de lixo; dentre outras.
Portanto, o promotor de Justiça destaca a necessidade de que o pleito seja concretizado com urgência, sob pena de danos irreparáveis à saúde, à dignidade, à integridade física e à vida de toda população daquela cidade. A ação requer, ainda, que se proceda a interdição de áreas hospitalares em desuso por sujeira ou deterioração que põem em risco à saúde dos profissionais e usuários, até a correção das irregularidades apontadas nos relatórios anexos; e retorno das atividades do laboratório municipal de análises clínicas, que fica dentro do Hospital Municipal, conforme mencionado nos relatórios, ante sua imprescindibilidade.
Coordenador do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (DECON) do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) na Comarca de Crato, promotor de Justiça Thiago Marques Vieira, realizará, no dia 05 de junho de 2018, às 09h, uma audiência pública acerca do reajuste de preços nos combustíveis realizado pelos postos daquela cidade. A reunião será no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, na avenida Perimetral Dom Francisco, 380 – bairro Pinto Madeira, Crato.
A audiência visa apurar se o repasse ao consumidor é razoável e proporcional aos sucessivos reajustes autorizados pela Petrobras em decorrência da nova política de preços anunciada pelo governo federal em 30 de junho de 2017. Foram notificados a participar do ato público, sem prejuízo da participação de outros interessados, todos os proprietários de postos de combustíveis da cidade de Crato, cuja presença à audiência, para todos os efeitos é obrigatória, sob pena de responsabilização cível, administrativa e ou criminal, conforme o caso.
O promotor de Justiça ou pessoa por ele indicada, fará a abertura do ato, com a apresentação das questões a serem examinadas e das regras da audiência. Na sequência, serão convidados a fazer o uso da palavra, representantes de órgãos e instituições presentes à mesa, pelo prazo de até 15 minutos, seguidos dos demais presentes à audiência pública, que poderão se manifestar oralmente da tribuna por até cinco minutos, conforme inscrições, facultada à mesa diretora a adequação necessária para a boa dinâmica dos debates.
As inscrições para manifestação deverão ser feitas preferencialmente por meio eletrônico, através do e-mail prom.crato@mpce.mp.br, devendo na mensagem serem informados nome completo do inscrito, entidade representativa e telefone de contato. Da audiência pública será elaborada ata circunstanciada, no prazo máximo de 30 dias, a contar da sua realização, devendo constar o encaminhamento que será dado ao tema, se for o caso, e ficará disponível para consulta na Promotoria de Justiça.
A Conferência Eleitoral do PSOL, realizada no sábado (10), confirmou o nome de Guilherme Boulos como pré-candidato à Presidência da República, com a liderança indígena Sônia Guajajara como pré-candidata a copresidenta, numa aliança do partido com diversos movimentos sociais brasileiros.
Boulos é coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, o MTST, e da Povo Sem Medo, frente de movimentos que vem empenhando enfrentamento fundamental nos últimos anos nas lutas contra o golpe e a retirada de direitos.
O pré-candidato do PSOL é o postulante mais novo da história brasileira: com apenas 35 anos, representa a necessária renovação da política e da esquerda.
Na aliança, construída ao longo de meses de conversas e anos de luta, o PSOL se junta ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e a movimentos como o próprio MTST, a Articulação dos Povos Indígenas Brasileiros (Apib), de comunicação e cultura, como a Mídia Ninja e o Fora do Eixo, militantes sindicais e de juventude na frente Povo Sem Medo, além de dezenas de coletivos feministas, antirracistas e da população LGBT.
A aliança se consolidou na última semana, com a realização da Conferência Cidadã, evento dos movimentos sociais que ofereceu os nomes de Boulos e Guajajara como pré-candidatos, seguida da filiação do agora pré-candidato à Presidência ao PSOL e, claro, a Conferência Eleitoral do partido, que oficializou os nomes que compõem a chapa.
Mas quem é Guilherme Boulos? Conheça abaixo um pouco de sua história de luta
Nascido em 1982, Boulos é natural de São Paulo, filho de dois médicos e professores da Universidade de São Paulo (USP). É filósofo, psicanalista, professor e escritor.
Desde a juventude, se interessou pelas lutas democráticas e, em 1997, aos 15 anos, ingressou no movimento estudantil, quando militou na União da Juventude Comunista (UJC). Depois, conheceu o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) – em que permanece militando até hoje.
Aos 18 anos, em 2000, ingressou na USP, onde se formou em Filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Após isso, Boulos deu aulas na rede pública de ensino do Estado de São Paulo.
Dois anos depois de se formar, tomou a decisão de deixar a casa dos pais e mudou-se para a Ocupação Carlos Lamarca, do MTST, em Osasco, grande São Paulo.
Uma frase de Frei Beto define o pré-candidato do PSOL: “Guilherme Boulos é uma das mais jovens e promissoras lideranças de movimentos sociais brasileiros. Dotado de boa formação ética e intelectual, fez uma opção radical, evangélica, pelos mais pobres, concentrando sua atividade no segmento da população sem acesso ao direito de moradia. Modesto, despojado, inteligente, Boulos pôs a sua vida a serviço dos direitos humanos fundamentais”.
A luta
A luta de Guilherme Boulos, junto aos milhares de integrantes do MTST, já rendeu frutos com a conquista e entrega de moradias. Hoje o MTST está presente em 14 estados do Brasil e já realizou mais de 60 ocupações.
Desde as jornadas de junho de 2013, Boulos tem se destacado como uma das maiores lideranças políticas brasileiras e esteve na linha de frente da resistência ao golpe parlamentar de 2016 e na campanha pelo Fora Temer e Diretas Já.
Boulos foi um dos fundadores da frente Povo Sem Medo, que se desdobrou no “Vamos! Sem medo de mudar o Brasil”, iniciativa inovadora de construção de programa que realizou mais de 50 reuniões pelo país e envolveu militantes e lideranças de movimentos sociais, partidos, artistas, intelectuais, religiosos e pessoas comuns na discussão sobre o novo Brasil que queremos.
A pré-candidatura
Esse processo, construído nas lutas mais importantes do país nos últimos anos, pavimentou o caminho da aliança que possibilitou a pré-candidatura pelo PSOL.
A consolidação não poderia ser mais forte e simbólica: a Conferência Cidadã reuniu milhares de pessoas, com grande diversidade de diversos movimentos, militantes do PSOL e artistas como Caetano Veloso e Maria Gadú, além de muitos outros.
Assista à fala de Guilherme Boulos na Conferência Cidadã:Aqui